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Após 1 ano, secretário de Finanças de Bonito, Beto Caveira, volta a ser preso.

Publicada em: 08/10/2025 10:11 -

O secretário de Administração e Finanças de Bonito (MS), Edilberto Cruz Gonçalves, conhecido como Beto Caveira, teve a prisão preventiva decretada. 

 

A ordem judicial foi emitida pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias.

 

A prisão foi cumprida na 3ª feira (7.out.25), durante a Operação Águas Turvas, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

 

Beto Caveira é suspeito de chefiar uma organização criminosa voltada à fraude de licitações e contratos públicos.

 

Outros dois investigados também foram presos: o arquiteto Carlos Henrique Sanches Corrêa e Luciene Cíntia Pazette — essa segunda, também esposa do vereador vereador, Pedro Aparecido Rosário (PSDB), o Pedrinho da Marambaia, que inclusive lhe homenageou com moção congratulação na Câmara, no dia 29 de setembro deste ano. 

 

Corrêa é proprietário da empresa Sanches e Corrêa, que teria sido beneficiada diretamente no esquema.

 

Um quarto suspeito, empresário ainda não identificado, também teve prisão decretada, mas permanece foragido.

 

Segundo o MP, ele atuava como beneficiário direto dos contratos fraudulentos firmados com a prefeitura.

 

A operação é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Bonito, com apoio do Gaeco e do Gecoc.

 

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR).

 

Os alvos foram empresas, residências e locais ligados aos suspeitos e ao esquema investigado.

SECRETÁRIO REINCIDENTE 

Edilberto Cruz assumiu a Secretaria de Finanças em dezembro de 2020, durante a formação da equipe do atual prefeito.

 

Esta não é a primeira vez que o secretário se envolve em problemas com a Justiça.

 

Em abril de 2024, como mostramos aqui no MS Notícias, ele foi preso por dirigir embriagado e desacatar policiais na rodovia MS-178.

 

Na ocasião, recusou o teste do bafômetro e apresentava sinais evidentes de embriaguez.

 

Pagou fiança no valor de R$ 4.236 e foi liberado com imposição de medidas cautelares.

 

Entre elas, estava a proibição de deixar a cidade por mais de 30 dias sem autorização judicial.

 

ÁGUAS TURVAS EM BONITO 

A Operação Águas Turvas investiga crimes como organização criminosa, corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro.

 

As fraudes teriam início em 2021, quando Josmail Rodrigues assumiu a prefeitura de Bonito.

 

O prefeito, inicialmente filiado ao PSDB, migrou para o PL em setembro deste ano.

 

De acordo com o MPMS, o grupo manipulava processos licitatórios para favorecer empresas previamente escolhidas.

 

As simulações de concorrência e exigências direcionadas garantiriam o êxito das empresas ligadas ao grupo.

 

Servidores públicos são acusados de repassar informações privilegiadas e facilitar os trâmites internos.

 

Em troca, segundo os investigadores, os agentes públicos recebiam vantagens financeiras recorrentes.

 

O valor total dos contratos suspeitos já ultrapassa R$ 4,3 milhões, conforme estimativas preliminares do MP.

 

A operação em Bonito ocorre menos de um mês após a prisão do prefeito de Terenos, Henrique Wancura (PSDB), também por fraudes em licitações.

 

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

O QUE DISSE A PREFEITURA DE BONITO?

 

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