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Após perda de mandato, justiça decreta prisão do ex-deputado Neno Razuk.

Publicada em: 08/07/2026 12:15 -

A justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão do ex-deputado estadual Neno Razuk, que perdeu o mandato recentemente, ficando sem foro privilegiado.

 

 

O processo tramita em sigilo, mas a reportagem confirmou com fonte investigada. A defesa de Neno não respondeu ao questionamento.

 

No ano passado. ‘A quarta fase da Operação Sucessione, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), 20 pessoas foram presas, incluindo o ex-deputado Roberto Razuk e os filhos, Rafael e Jorge Razuk.

 

Segundo a denúncia, eles estão ligados à prática dos crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.

 

                     

 

O Gaeco afirma que “a organização criminosa” é liderada pelo deputado Neno Razuk, cuja família é conhecida há décadas pela exploração ilegal do jogo do bicho e com expertise nas negociatas relacionadas ao ilícito, tem praticado crimes de toda ordem, entre os quais assaltos a mão armada e lavagem de dinheiro, objetivando ocupar o vácuo deixado com o desmantelamento da organização liderada por Jamil Name Filho. 

 

Na denúncia, o Gaeco ressalta que a organização criminosa, comandada por “NENO RAZUK”, efetuou ao menos três assaltos muito similares em desfavor do denominados “recolhes”, motociclistas responsáveis pela arrecadação diária dos valores provenientes do jogo do bicho nos diversos pontos onde atuam (e à época trabalhando para outra organização, conhecida por MTS e vinda de São Paulo), executados a mão armada, todos na data de 16.10.2023, à luz do dia, contando com aparato especial para a investida, tais como, uso de pistolas, mais de um veículo, concurso de agentes etc., em circunstâncias típicas do agir de uma organização criminosa estruturada e violenta, o que chamou a atenção das autoridades, que iniciaram as investigações que culminaram no ajuizamento de ação penal.

 

O MPE afirma que os crimes e contravenções imputados aos integrantes da Família Razuk não se consubstanciam em um fato isolado, posto serem de conhecimento público e notório o envolvimento dos mesmos na prática do referidos tipos de infrações penais, sempre passando pela figura do patriarca ROBERTO RAZUK, conhecido há décadas pela exploração ilegal do jogo do bicho, em especial na cidade de Dourados/MS, “onde se encontra a base eleitoral de Roberto Razuk Filho, atualmente Deputado Estadual,e da genitora Délia Razuk, ex-prefeita de Dourados, com expertise nas negociações ilícitas e crimes correlatos”.

 

Prisões

 

No pedido de prisão, o Gaeco detalhou a participação de todos os 20 que tiveram mandados de prisão expedido pela justiça: 

 

 

 

ROBERTO RAZUK: chefe dentro do núcleo de liderança da organização criminosa, decidindo as questões mais sensíveis ao grupo, justamente pela posição de destaque dentro da organização, concentrando as informações privilegiadas referentes às práticas, tanto lícitas quanto ilícitas, da organização, e financiando as atividades imprescindíveis à manutenção do grupo criminoso.

 

 ROBERTO RAZUK FILHO (“NENO RAZUK”), denunciado como líder principal na “Operação Successione”, ao qual compete exercer o controle operacional das atividades da organização criminosa, tudo com o aval do pai e ora representado ROBERTO RAZUK, também integram a ORCRIM seus outros dois filhos, quais sejam, RAFAEL GODOY RAZUK e JORGE RAZUK NETO.

 

 

 

– RAFAEL GODOY RAZUK: na condição de membro do núcleo principal da organização, comandado por seu pai ROBERTO RAZUK, possui poder de decisão, tendo inclusive questionado as decisões tomadas por NENO RAZUK ao seu alvedrio, classificando-as de equivocadas e inoportunas, diante das consequências advindas da “Operação Successione”.

 

– JORGE RAZUK NETO: também apontado como um dos líderes do núcleo principal, na função de gerente e articulador da jogatina, tem participação efetiva na organização criminosa, dedicando-se à idealização e execução de uma plataforma on-line de exploração do jogo do bicho e de outros jogos de azar proibidos em território nacional, no intuito de atingir um maior público e lucro, isso em decorrência da modernização e do avanços tecnológicos, valendo-se, assim, de meios eletrônicos para sua consumação, tendo criado o site de jogo do bicho on-line, o qual, após testado e aprovado pelos irmãos Razuk, está em plena atividade,

 

SÉRGIO DONIZETE BALTAZAR: além da sociedade com JORGE RAZUK no “domínio betmaiss.com“, tinha a função de realizar o transporte das máquinas caça-níqueis, conforme se depreende do episódio da abordagem policialem que houve a intervenção de JORGE RAZUK, tendo na ocasião assumido a propriedade das mesmas, tendo tal fato sido corroborado pelo motorista do caminhão, na ocasião informando haver mais 30 máquinas do mesmo tipo a serem transportadas.

 

Empresa CRIATIVA TECHNOLOGY LTDA apenas uma empresa fictícia, existente só “no papel”, tão somente para viabilizar a concorrência da organização criminosa, na referida licitação milionária da LOTESUL, o que ficou demonstrado pela ausência de estrutura física ou de pessoal que justificasse a concorrência em licitação tão valiosa como a LOTESUL, e o financiamento das custas processuais por ROBERTO RAZUK, que fora inclusive noticiado pela imprensa.

 

 

 

FLÁVIO HENRIQUE ESPÍNDOLA FIGUEIREDO: na função de colaborador da organização criminosa e estando ciente da finalidade a que se destinava a residência, foi o responsável por locar o imóvel em que foram apreendidas as máquinas caça-níqueis já equipadas para abrir um Cassino (“Operação Successione”) e que estavam vinculadas ao nome de VALNIR QUEIROZ MARTINELLI (“CEBOLA”), sendo orientado à época por GILBERTO LUIS DOS SANTOS e JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, a dizer ter apenas sublocado o imóvel à VALNIR para sediar reuniões e jogos de pôquer, admitindo, ainda, para “NENO RAZUK” e JOSÉ EDUARDO ter tinha repassado o referido imóvel para JONATHAN GIMENEZ GRANCE (“CABEÇA”).

 

 

 

JONATHAN GIMENEZ GRANCE (“CABEÇA”): exerce várias funções dentro da ORCRIM, tendo supervisionado os roubos praticados por CARLITO GONÇALVES MIRANDA, objeto da “Operação Successione”, ao lado do qual foi preso em flagrante na posse de várias armas e veículos blindados, o que somado ao seu histórico (primo do falecido traficante JARVIS PAVÃO, em cujo grupo criminosos exercia posto de liderança), resta demonstrado sua periculosidade e importância na ORCRIM chefiada pela família RAZUK.

 

– SAMUEL OZÓRIO JÚNIOR: exercia as funções de articulação, planejamento e influência na organização, sob a gerência de JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, fazendo o levantamento de informações sensíveis sobre o grupo rival MTS, tendo sido o responsável por encontrar e fazer o pagamento de um novo imóvel para a instalação da base de operações da ORCRIM, após a descoberta da residência onde foram apreendidas as máquinas caça-níqueis, dando continuidade as atividades ilícitas do grupo que fora apenas parcialmente desfeito, tendo ainda, a incumbência de implementar efetivamente a nova modalidade de jogatina.

 

 

 

– ODAIR DA SILVA MACHADO (“GAÚCHO”): suas funções eram de adquirir e ser destinatário de 29 volumes de “terminais P.O.S.”, as chamadas maquininhas, utilizadas para operar o jogo do bicho de forma eletrônica, em reposição das apreendidas na “Operação Successione”, bem como de gestor operacional e financeiro no interior do Estado de Mato Grosso do Sul, para onde a organização criminosa tem expandido suas atividades, contando, para tanto, com a atuação direta também de JEAN CARDOSO CAVALINI, PAULO DO CARMO SGRINHOLI e WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI, estando estes e ODAIR sob o comando de RHIAD ABDULAHAD, que passou a cuidar e decidir sobre as questões sensíveis ao grupo criminoso, após seu pai JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD ser denunciado na “Operação Successione”.

 

– GERSON CHAHUAN TOBJI: além da função de guardião de um pen drive com informações sensíveis sobre a organização, é um dos responsáveis pelo gerenciamento das atividades voltadas à exploração do jogo do bicho, em especial, pelo reconhecimento e cooptação de integrantes de grupos rivais para compor a equipe, estando também em tratativas para abertura um Cassino em pareceria com a organização criminosa.

 

– MARCO AURÉLIO HORTA: em razão da estreita relação com ROBERTO RAZUK FILHO (“NENO RAZUK”), posto ocupar a função de assessor de gabinete parlamentar do mesmo, cargo de confiança, constatou-se da quebra de sigilo telefônico que cedia sua conta bancária para que ROBERTO RAZUK FILHO repasse valores à JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, evitando que houvesse qualquer relação financeira entre “NENO RAZUK” e JOSÉ EDUARDO, que por sua vez creditava os valores repassados para JÚLIO CEZAR FERREIRA DOS SANTOS, o qual, por sua vez, servia de “laranja” para as operações financeiras do grupo criminoso.

 

– ANDERSON LIMA GONÇALVES: na condição de sargento da polícia militar lotado em Ponta Porã, tinha a função de divulgar informações sigilosas disponíveis em sistemas de informação restritos à segurança pública, tais como: SIGO, INFOSEG, etc., mediante o recebimento de propina, para viabilizar as atividades ilícitas do grupo criminoso, como levantamento de dados da pessoa a ser vítima de extorsão do grupo, bem como a articulação para liberação de um indivíduo identificado por CELSO RAMÃO DIAZ DE LIMA, preso na fronteira do Brasil com o Paraguai, em favor do grupo, por determinação do gerente GILBERTO LUIS DOS SANTOS, a quem era subordinado, sendo incumbido de negociar o abatimento no valor da propina para liberação do mesmo pela polícia Paraguaia.

 

 

 

– PAULO ROBERTO FRANCO FERREIRA: conhecido como “PAULINHO DA BANCA DO JOGO DE MARACAJÚ”, tinha a função de apontador do jogo do bicho na cidade de Maracajú, sendo um integrante importante e experiente na prática desse tipo de jogatina, demonstrando profundo conhecimento no manejo das peculiaridades desse tipo de jogo de azar, ensinando sobre “boas práticas” no gerenciamento de pontos de venda do jogo do bicho, a dinâmica do recolhimento dos valores arrecados pelos cambistas com as apostas e suas remunerações.

 

– ANDERSON ALBERTO GAUNA: função de gerenciamento, recolhimento dos pontos de venda do jogo do bicho, cujos valores eram repassados aos seus superiores na organização, bem como pagamento das porcentagens dos cambistas.

 

– WILLIAN RIBEIRO DE OLIVEIRA: responsável por coletar informações sigilosas disponíveis em sistemas de informação restritos à segurança pública e contatos políticos de interesse do grupo criminoso, mediante recebimento de valores, fazendo o levantamento de veículos, pessoas, dentre outros dados, além de intensa articulação com GILBERTO LUIS DOS SANTOS, arquitetando a expansão da organização criminosa para o estado goiano, onde WILLIAN é pessoa influente dentro do Poder Executivo do Estado de Goiás, estando dispostos, inclusive, a realizar os embates com grupo dominante daquele Estado, cujo líder é conhecido como “bicheiro ‘CACHOEIRA’ de Goiânia/GO”. Verificou-se haver inclusive um investidor, não identificado, interessado em financiar a empreitada mediante um aporte de R$ 30.000.000,00, demonstrando o poder e a obstinação da ORCRIM em expandir sua atuação para além de Mato Grosso do Sul.

 

– MARCELO TADEU CABRAL: responsável pelo financiamento das contas pessoais de GILBERTO LUIS DOS SANTOS, denunciado na “Operação Successione”, fazendo repasse de vultosa quantia, por meio de terceiras pessoas (físicas e jurídicas) ou diretamente em caixas eletrônicos, dificultando a identificação e o rastreio dos valores, além de atuar na prática do jogo do bicho.

 

JEAN CARDOSO CAVALINI: exerce função de liderança na região sul do Estado, além de ter constado como remetente dos 29 “terminais P.O.S.”, as chamadas maquininhas, utilizadas para operar o jogo do bicho de forma eletrônica, com a finalidade de repor as que foram apreendidas pelo GARRAS durante as investigação dos roubos dos malotes do MTS, viabilizando a continuidade da exploração do jogo do bicho.

 

– PAULO DO CARMO SGRINHOLI: uma das lideranças do jogo do bicho no sul do Estado, tendo ascendência sobre ODAIR e WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI, seu filho, sendo responsável pelo acerto financeiro e prestação de contas pelos subordinados referentes ao jogo do bicho, havendo intensa movimentação financeira entre eles.

 

 

 

– WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI: exerce a relevante função de conferir/apurar as receitas e despesas oriundas do jogo do bicho, prestando constas ao seu pai PAULO DO CARMO SGRINHOLI, havendo intensa movimentação financeira entre eles.

 

– RHIAD ABDULAHAD: assumiu o posto de articulação e comando após a deflagração da “Operação Successione”, atuando para abertura de novas frentes de atuação, com a exploração de outras atividades ilícitas relacionadas à jogatina, inclusive em outras cidades Estado, sucedendo seu genitor JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD nas funções originariamente por ele exercidas, gozando da confiança da liderança principal da ORCRIM e tendo vasto conhecimento acerca das atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso, as quais excedem em muito o exercício da advocacia em prol da organização, adentrando na seara criminal.

 

Condenação

 

Em janeiro deste ano, a reportagem informou que o juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, José Henrique Kaster Franco, negou recurso e manteve a condenação de Neno a 15 anos de prisão, por organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho ao deputado estadual Neno Razuk (PL).

 

A defesa recorreu da decisão de primeira instância, sob alegação de que por ser deputado, Neno teria foro privilegiado e precisaria ser julgado em instância superior.

 

O juiz rejeitou a tese, justificando que o foro só é utilizado para crimes cometidos durante o mandato é que tenham relação com atividade política.

 

A defesa também questionou as testemunhas, com alegação de que também são envolvidas, mas Kaster respondeu que é incabível para o recurso a revalidação da prova. As contestações sobre condenação por contravenção e roubo também foram rejeitadas.

 

O caso 

 

Em dezembro do ano passado, José Henrique Kaster Franco condenou o deputado estadual Neno Razuk (PL) e mais 11 pessoas por organização criminosa, exploração ilegal de jogo do bicho e roubo. 

 

A condenação resulta da Operação Sucessione, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco. O deputado pegou 15 anos e sete meses em regime fechado e cinco meses no regime aberto.

 

O juiz concluiu que há provas de que o grupo usou da violência e policiais militares da reserva para impor o terror e assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande.

 

“O caráter armado da organização criminosa investigada na Operação Successione emerge de diversos elementos probatórios, desde depoimentos de vítimas até apreensões físicas e análises de mensagens. O grupo não apenas possuía armamento, mas utilizava sua ostensividade e a presença de policiais militares (da reserva) para impor terror aos rivais, coagir trabalhadores a mudarem de lado na disputa pelo monopólio do jogo do bicho e, quiçá, obrigar os chefes rivais a sentarem na mesa para negociar”, destacou o juiz.

 

Kaster pontuou que a organização mantinha imóveis específicos (‘QG’) para centralizar as operações, realizar reuniões e armazenar equipamentos. 

 

Para demonstrar a violência do grupo, o juiz recordou que foi apreendida uma lista em poder do major da reserva da PM, Gilberto Luís dos Santos, com quem “ia pular”. 

 

No entendimento de Kaster, não há dúvidas de que se tratava de lista de alvos de execução. “Não é necessário saber, a propósito, quem efetivamente escreveu as anotações. O certo é que estavam na casa de GILBERTO LUIS DOS SANTOS e refletem palavras típicas de execução. Não se cuida, evidentemente, de uma lista de quem iria ‘pular carnaval’, como afirmou em juízo Wanderson Luiz Ferreira dos Santos, não sem alguma desfaçatez”, frisou o magistrado.

 

Condenações: 

 

Neno Razuk: 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão no regime fechado; 5 meses de detenção no aberto

 

Major Gilberto Luís dos Santos: 16 anos, 4 mees e 29 dias de reclusão no fechado; 6 meses de detenção no aberto

 

Manoel José Ribeiro, sargento da reserva da PM: 13 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão no fechado; 5 meses de detenção no aberto

 

Carlito Gonçalves Miranda: 10 anos, 9 meses e 24 dias de reclusão no fechado;

 

Mateus Aquino Júnior: 11 anos e 7 meses de reclusão no fechado; 4 meses de detenção no aberto

 

José Eduardo Abdulahad: 4 anos e 1 mês de reclusão no fechado; 4 meses de detenção no aberto

 

Edilson Rodrigues Ferreira, o Mentirinha: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

 

Diogo Francisco, o Barone: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

 

Valmir Queiroz Martinelli, o Cebola: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

 

Wilson Souza Goular: 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão no semiaberto; 5 meses de detenção no aberto

 

Júlio Cezar Ferreira dos Santos: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

 

Taygor Ivan Moretto Pelissari: 4 anos, 11 meses e 15 dias de detenção no fechado; 6 meses de detenção no aberto.

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