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Desastres financeiros, administrativos e políticos afundam gestão de Adriane Lopes.

Publicada em: 28/10/2025 21:47 -

Notícias verdadeiras, contraditórias, que se confrontam, existem também para revelar podridões. Um caso típico envolve a (má) gestão em Campo Grande. A prefeita Adriane Lopes (PP), reeleita mediante cargas volumosas de promessas espetaculosas, se recusou a pagar adicionais previstos por lei e nem melhorou o salário dos servidores, segundo diz, por falta de caixa. Mas, ao mesmo tempo, contempla cabos eleitorais em assessorias bem remuneradas e ainda reajusta em 25% o contrato com a empreiteira contratada para locação de máquinas.

 

Tudo isto acontece na cidade onde o desgoverno afunda dia a dia no lamaçal de um caos sem precedentes. O transporte coletivo e a saúde são dois dos serviços públicos mais danificados por tanta incompetência gerencial e política. O pior é que o desacerto da prefeita atingiu em cheio os dois setores. Para corrigir um, afogada na inadimplência, a prefeitura tirou dinheiro de uma conta restrita e usou em outra – ou seja, o caixa da saúde virou caixa do transporte.

 

FANTASIAS

 

Nas eleições de 2024, Adriane chegou ao segundo turno fazendo promessas mirabolantes, alucinada pelo crescimento da sua rival Rose Modesto (União Brasil), com quem disputou o 2º turno. Para vencer, distribuiu sonhos e fantasias e multiplicou perdulariamente o seu quadro de cabos eleitorais. Hoje, menos de um ano após a vitória nas urnas, a prefeita amarga a derrota do prestígio e da popularidade, com pesados 80% de rejeição.

 

Segundo Rose Modesto, Adriane tem problemas de competência e não dialoga com a verdade, porque procura crescer fazendo promessas que não cumpre. “Prometeu construir o primeiro hospital municipal da cidade. Não cumpriu. A crise da saúde é a maior de toda nossa história. Prometeu entregar em casa remédios de uso contínuo. Virou brincadeira de mau gosto. Prometeu cartão para as mães atípicas retirarem os seus insumos, escolhendo até a marca da fralda e da dieta. Não cumpriu. Nem a dívida da Santa Casa pagou, o hospital paralisa um monte de serviços essenciais”.

 

Rose Modesto continua: “Usaram R$ 156 milhões da saúde para outras finalidades. O pior: até agora ninguém explicou o que foi feito com esse dinheiro. E agora usa verbas do Fundo Municipal de Saúde para resolver o problema do transporte coletivo. Não tem dinheiro para reajuste do salário dos servidores, mas tem a escandalosa folha secreta a todo vapor. Os 80% de rejeição da prefeita falam por si”.

 

DESVIO DE FINALIDADE

 

Pressionada por todos os lados, a prefeita fez, enfim, um repasse de R$ 2,3 milhões às empresas de ônibus. Diz ter cumprido sua contrapartida e exige que o Consórcio Guaicurus retome a normalidade no sistema de transporte coletivo. Porém, algumas nuvens estão encobrindo este desfecho. Segundo informou à imprensa a secretária municipal de Fazenda, Márcia Hokama, o Fundo Municipal de Saúde repassou R$ 1,03 milhão para o pagamento. No dia seguinte a prefeita trouxe outra versão, contrariando a própria secretária.

 

Coordenador do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jader Vasconcelos, enviou para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) um ofício, advertindo: se a prefeitura utilizar verbas do Fundo Municipal de Saúde para pagar subsídios ao Consórcio Guaicurus, o CMS acionaria o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas e demais órgãos de fiscalização. O CMS justifica a recomendação como medida preventiva e uma sugestão para apuração de um “eventual desvio de finalidades na aplicação dos recursos da saúde”.

 

Foi o Conselho que recentemente pediu ao MPE para investigar presumível descaminho de verba orçamentária da Saúde. Em agosto, levantou-se a suspeita de um desvio de verbas da saúde, no valor de R$ 156 milhões do Fundo Municipal (FMS), para cobertura de contas atrasadas da prefeitura, sem a devida autorização legal. O Conselho Municipal de Saúde solicitou uma auditoria técnica e financeira para investigar a suspeita de desvio de finalidade na Sesau.

 

DEVOLUÇÃO

 

O deputado estadual Pedrossian Neto (PSD) não hesita e afirma: “Mentira tem perna curta. Tem gente tentando esconder o verdadeiro motivo de a prefeitura estar negativada, com tanta dificuldade para o repasse que deve aos ônibus. A prefeita Adriane Lopes terá que devolver ao governo federal cerca de R$ 800 mil que recebeu para fazer o combate ao feminicídio e à violência doméstica e simplesmente não foi utilizado”, conta.

 

“Numa cidade onde mulheres são brutalmente assassinadas, com casos emblemáticos como os de Vanessa Ricarte e Emanuele Vitória, como não usar esse dinheiro repassado para salvar vidas? E isto não é culpa da Secretaria da Mulher e nem da Casa da Mulher Brasileira, que faz um trabalho extraordinário, mas são decisões que saem do Paço Municipal. É apenas má gestão. E Campo Grande ficou refém do maior apagão administrativo de sua história”, conclui.

 

 

 

 

 

Fonte : Folha de Campo grande 

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