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Presa por corrupção em Bonito é esposa de pastor e vereador.

Publicada em: 08/10/2025 10:19 -

Luciane Cíntia Pazette, responsável pelo setor de licitações da Prefeitura de Bonito, foi presa na 3ª feira (7.out.25).

 

Ela é uma das alvos da Operação Águas Turvas, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público.

 

Luciane é esposa do pastor e vereador Pedro Aparecido Rosário, Pedrinho da Marambaia (PP), que a homenageou com uma moção de congratulação há menos de duas semanas.

A homenagem foi entregue em sessão da Câmara Municipal no dia 29 de setembro.

 

Na ocasião, o vereador exaltou a atuação da esposa no setor de licitações da prefeitura.

 

No texto da moção, classificou o setor como “o coração pulsante da administração pública”.

 

Destacou ainda a “legalidade, transparência e eficiência” como marcas do trabalho da servidora.

 

Luciane também foi apontada como exemplo de profissionalismo, dedicação e rigor técnico.

 

A mesma servidora agora é suspeita de integrar um esquema de corrupção e fraude em contratos públicos.

Ela foi presa ao lado do secretário de Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves.

 

Também foi detido Carlos Henrique Sanches Corrêa, empresário e arquiteto envolvido nas investigações.

 

Um quarto suspeito teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado.

 

A operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão.

 

As diligências ocorreram em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR).

 

COMO O GRUPO CRIMINOSO AGIA

Segundo o Ministério Público Estadual, o grupo operava desde 2021, fraudando licitações em série.

 

A investigação aponta a existência de uma organização criminosa atuando em obras e serviços de engenharia.

 

O esquema previa simulação de concorrência e exigências feitas sob medida para beneficiar empresas do grupo.

 

Agentes públicos e empresários agiam em conjunto, segundo o MP, trocando favores por vantagens indevidas.

 

Informações privilegiadas eram repassadas para facilitar o direcionamento das licitações.

 

Até o momento, os contratos sob suspeita somam R$ 4.397.966,86, conforme apontado na apuração.

 

A operação foi batizada de “Águas Turvas” em referência à perda de transparência nos atos administrativos.

 

O nome contrasta com a imagem de Bonito, reconhecida internacionalmente por suas águas cristalinas.

 

A prefeitura de Bonito foi procurada, mas informou que o prefeito Josmail Rodrigues não vai comentar por enquanto.

 

O gestor foi contatado diretamente, mas preferiu não se pronunciar sobre as prisões em sua equipe.

 

O MP confirmou que a investigação segue em curso e novas medidas não estão descartadas.

 

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