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Esposa de vereador está entre os presos em operação em Bonito.

Publicada em: 07/10/2025 17:36 -

A responsável pelo setor de licitações da Prefeitura de Bonito, Luciane Cintia Pazette, também está entre os presos durante Operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), realizada nesta terça-feira, em Bonito.

 

 

Luciane é esposa do vereador Pedrinho da Marambaia (PP), que inclusive lhe homenageou com moção congratulação na Câmara, no dia 29 de setembro deste ano. 

 

“ O setor de licitações é o coração pulsante da administração pública, responsável por garantir a legalidade, transparência e a eficiência na aquisição de bens e serviços essenciais para a população… A dedicação, o profissionalismo e o rigor técnico demonstrado na condução dos trabalhos servem como exemplo e inspiração, sendo inestimáveis para o Município”, dizia o texto, com homenagem a outros servidores, além da esposa. 

 

Também foram presos o secretário de Finanças, Edilberto Cruz, e Carlos Henrique Sanches Corrêa. Outro quarto preso não teve o nome divulgado e não havia sido localizado durante a operação.

 

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos Municípios de Campo Grande, Bonito, Terenos e Curitiba (PR).

 

A reportagem apurou que entre os presos está o secretário de Finanças, Edilberto Cruz, Carlos Henrique Sanches Corrêa, e Luciene Cintia Pazette.

 

A reportagem entrou em contato com Josmail, mas ele disse que só vai se pronunciar depois. Ele não quis comentar a prisão do secretário e chefes da gestão dele.

 

O caso

 

O Gecoc constatou uma organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos.

 

“A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021”, diz nota do MPE.

 

Segundo a investigação, são inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso.

 

Os agentes públicos, em conluio com os empresários, forneciam informações privilegiadas e organizavam a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, mediante recebimento de vantagens indevidas. 

 

Os contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86. Segundo o MPE, “Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculada pela atuação ilícita dos investigados.

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